“Inspire-se nos poemas dos grandes — e pequenos — poetas, arrume um tempo pra sentar e ler. Mas ler mesmo, não ficar enrolando. Descansa, deita na rede e sente o vento batendo no seu rosto, de leve, bem de leve, quase te fazendo pensar que é um sonho — já sendo — e deixa sentir. Escute os outros, não atropele o diálogo, abstenha aquela nuvenzinha preta que sobrevoa toda vez que tu encontras um ignorante e ria para ele. Mas não dê aquele riso debochado, dê um “debochadinho”, daqueles que nem dá pra perceber. Ouça música, de todos os tipos, pra se tornar crítico, e quando for criticar, dizer que tem argumentos suficientes pra tecer tal comentário, e isso vale pra todo o resto. Ame até aqueles que você não conhece. Amar é desejar o bem, não é só beijinho e abracinho, é querer o bem antes de tudo. Entenda que nem todos são tão bons como você nisso ou naquilo. Talvez nunca sejam, e isso independe. Cresça e veja que o mundo não gira ao redor do seu umbigo. E por fim impressione as pessoas, inspirando-se em quem pode te ensinar algo, descansando o necessário, escutando os conselhos das pessoas que te amam, ouvindo músicas e trabalhando o seu “eu crítico”, amando acima de tudo, entendendo que todos precisam do seu amor e crescendo, não pra cima, mas por dentro, bem lá dentro.
“Hoje eu andei pensando nas coisas que andam me rodeando, tantos casais mas será que há felicidade verdadeira? Tanta guerra em um mundo que clama por paz, tanto choro num mundo em que as pessoas pedem por felicidade. Então fiquei pensando comigo mesma, a vida é feita de ironias, ás vezes o que você mais quer é o que você menos tem. E o que você mais odeia é o que você mais pode ter. O destino é irônico. As vezes lhe traz coisas que você nunca pensaria e lhe traz também coisas que você sempre sonhou. E eu me pego a pensar, há tantas coisas acontecendo e eu mesma não consigo sair do lugar, fechar um capítulo, mudar um roteiro, encerrar uma historia e iniciar um novo capitulo de um novo livro.
“Eu achava que era você (…) na rua, no supermercado, na fila do cinema… Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Eu queria te ver, apenas.
“Quisera eu poder ser alguém mais firme, alguém mais decidido, alguém mais frio e calculista. Quisera eu poder amar de menos, viver de mais, chorar apenas em ocasiões de extrema tristeza, onde as lágrimas realmente não tem mais pra onde correr. Quisera eu, apenas uma vez na vida, me importar menos com as pessoas e mais comigo. Quisera… É um desejo que eu tenho aqui dentro, mas sei que não posso realizá-lo. O meu eu me impede de fazer todas essas coisas. O meu eu é um pássaro recém-libertado, que quer voar, que quer se aventurar, que quer viver sem pensar. Esse meu eu apesar de ter sido criado entre pobres galinhas de espírito, quer ser águia, quer enxergar além… Não se conforma com a sociedade. Quer mudar o mudo! Quer protestar, quer ser a ovelha-negra, porque quer ser autêntica, diferente. Está a procura de ideologias e de corações desocupados.
“- Eu vou embora.
- Tudo bem.
- Como assim tudo bem, não faz diferença pra você?
- É que não me surpreende mais ver as pessoas saindo da minha vida, vou ficar realmente impressionado quando alguém decidir ficar nela.